sexta-feira, 12 de março de 2010

Terapia anti-crise!


Público, 10/03/2010

ModaLisboa
A ModaLisboa reencontra-se com a capital, depois de cinco edições em Cascais, para dar a conhecer as colecções de Inverno 2011 dos criadores nacionais. A "opening session" está a cargo de The Legendary Tiger Man, com um "show-case", a abrir a Lisboa Fashion Week, a 11 de Março.
Durante quatro dias, e em dois espaços, o do Pátio da Galé (Terreiro Paço) e o do Museu do Design e da Moda (Mude), a ModaLisboa volta a acolher 19 importantes nomes da Moda Portuguesa: aforestdesign; Aleksandar Protic; Alexandra Moura; Alves/Gonçalves; Ana Salazar; Dino Alves; Filipe Faísca; Katty Xiomara; Lara Torres; Luís Buchinho; Miguel Vieira; Nuno Baltazar; Nuno Gama; Pedro Pedro; Ricardo Andrez (uma estreia na ModaLisboa); Ricardo Dourado; Ricardo Preto; Vítor e White Tent.
Este ano há três convidados externos: as portuguesas TM Collection e Salsa e a angolana Mental by Shunnoz e Tekasala. José António Tenente está fora desta ModaLisboa, ocupado com exposições, livros e outras actividades. Lidija Kolovrat continua ausente há duas estações. A dupla Manuel Alves/José Manuel Gonçalves volta a integrar o calendário oficial da ModaLisboa e viaja depois para o Portugal Fashion.

" Check Point " foi o tema escolhido para esta edição. Uma experiência que pretende ultrapassar a sua geografia familiar, será uma partilha do espaço comum de uma cidade, seja através de conversas de café, mudas de roupa, ou diálogos de gosto entre vizinhos, entre o Patio da Galé, no Terreiro do Paço, e o MUDE, Museu do Design e da Moda, na Rua Augusta. Dois pólos, um acontecimento. Tudo será feito a pé, andando, e tudo estará ao pé, entrando-nos por casa adentro.

terça-feira, 9 de março de 2010

Obrigado! Bem precisávamos...



ionline, 09/03/2010

Caetano Veloso vai dar dois concertos no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, de apresentação do álbum "Zii e Zie", nos dias 26 e 27 de Julho.

O álbum, de "transambas e transrock", segundo Caetano Veloso, é uma espécie de pingue-pongue entre o samba e o rock.

Musicalmente, "Zii e Zie" não está muito distante de "Cê", até porque os músicos que acompanham Caetano são os mesmos.

Na digressão que fez em 2008, Caetano Veloso foi experimentando alguns dos temas novos em frente ao público, mesmo que essas canções fossem ainda uma obra aberta, com letras incompletas e arranjos por acertar.



Enquanto a obra esteve em progresso, Caetano Veloso socorreu-se ainda da Internet para contactar mais de perto com o público e criou um blogue (precisamente Obra em Progresso), uma espécie de "botequim virtual", como apelidou.

Entre os temas que compõem o álbum está "Menina da ria", dedicado a Aveiro e que resulta de uma promessa feita ao público que esteve num concerto seu nessa cidade em 2008.

A ria "é uma característica da cidade. É muito bonita. Todo o mundo fala 'a ria'. Eu comentei na hora do show, só de violão: eu vou fazer uma música chamada 'Menina da ria'. Eles riram muito, aplaudiram, fiquei com esse compromisso, cheguei no Brasil e fiz", explicou.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Alice....


Crítica Ípsilon por:
Luís Miguel Oliveira

Que Tim Burton pegue em Lewis Carroll não é por certo estranho nem extraordinariamente inesperado, porque o universo do escritor inglês sempre esteve à distância de um espelho do do realizador americano ("americano", mas em processo de anglicização, como nos últimos filmes se vinha vendo e este não desmente, bem pelo contrário). Que Carroll se ofereça assim à "burtonização" talvez seja mais digno de nota: Burton apropria-se de Alice e do País das Maravilhas sem fricção, uma espécie de "ocupação" pacífica e consentida, sem precisar de disparar um tiro. Tudo é orgânico e harmónico, numa sobreposição perfeita que torna inútil (ou pelo menos pouco profícuo) o exercício de dissecação.



Distinguir "isto é Burton" e "aquilo é Carroll": que importa, se a coisa se faz una? Diríamos que Burton pega - à letra - numa das características do livro de Carroll, o facto de ele se dirigir primordialmente à imaginação do leitor. E que é recorrendo à sua "imaginação de leitor" que Burton constrói a sua "Alice". A imaginação de Burton, conhecemo-la bem, e seguramente a reconhecemos aqui (donde, a impressão de familiaridade que já descrevemos). Surpresa? Surpresa nenhuma, ou só - se nos pusermos a pensar nisso - que essa imaginação trabalhe num diálogo directo com a fonte carrolliana, e surja imediada - mesmo "despoluída" - por outras imaginações de "Alice". Enfim, não conhecemos todas - há uma versão de Jonathan Miller que anda por aí nas prateleiras dos DVDs de importação - mas este é um filme Disney (uma produção Disney) que é o perfeito negativo da versão Disney que enformou, em tanta gente de tantas gerações, uma visão de "Alice no País das Maravilhas".

E é o negativo disso porque (para além de questões de invenção visual) intensifica, em vez de atenuar, a dimensão mais perturbante do relato de Carroll. O absurdo daquilo tudo, a loucura daquelas personagens todas. É evidente que isto não é País das Maravilhas nenhum, é um País dos Horrores, vivido (ou criado) no limiar suportável da desagradabilidade. Atenção, por exemplo, à paisagem (algo inóspita, por vezes "lunar", ou a lembrar um "pós-apocalipse") ou às cores do céu (cinzento, muito "bleak" - como a meteorologia inglesa?...). E ao modo como este tratamento "atmosférico", em fundo do tratamento das personagens, salienta o óbvio: como sempre em Burton o "pesadelo" mal se distingue do "sonho", e por muito que a promoção de "Alice" pareça dirigir o filme a um público infantil, a quem Burton de facto se dirige é aos adultos. O outro lado do espelho é um inferno, grotesco e distorcido.

E as 3D? Digamos muito brevemente duas ou três coisas: que são usadas de maneira muito menos ostensiva do que em "Avatar" (muito menos cansativa, também), e que se nota uma relação mais coerente entre o seu uso e a própria composição espacial. E ainda que, trabalhando mais sobre pintura (ou "como pintura") do que Cameron, Burton se diverte, nalguns momentos, a anular o relevo, a transformar os corpos dos actores em silhuetas planas, a fazer "2D" dentro do "3D". No mínimo, é divertido e inteligente. O frabjous day!.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Chocarte!


Diário de Notícias, 04/03/2010

Nos próximos 10 dias, Óbidos será a vila mais doce do País. Uma verdadeira Meca para os gulosos, onde nem as mais belas obras de arte do mundo vão faltar. É mais uma edição do Festival do Chocolate, onde vão estar presentes os melhores chefes nacionais de culinária e mesmo aquele que é considerado o melhor desenhador de bolos do mundo, o brasileiro Djalmma Reinalldo

A oitava edição do Festival do Chocolate que hoje começa em Óbidos promete ser a mais criativa de todas. A começar pelo tema "as Maravilhas do Mundo". Até ao dia 14 deste mês encontrará no interior da cerca do Castelo, cinco das sete mais belas obras arquitectónicas do mundo feitas em chocolate - O Coliseu de Roma, a Muralha da China, o Chichen Itza, o Taj Mahal e a cidade de Petra. A que este ano se junta uma escultura que homenageia a cidade de Guimarães, Capital Europeia da Cultura em 2012. Mas esta é a primeira das muitas razões para visitar Óbidos nos próximos dez dias.

"Temos cá o melhor cake-designer do mundo, Djalmma Reinalldo", afirma José Parreira, responsável da Óbidos Patrimonium, a organização do evento. O sul-americano vai explicar como se transformam bolos em verdadeiras obras de arte.

Os pasteleiros portugueses também vão poder exibir os seus dotes nos vários concursos que vão decorrer ao longo do festival. Entre os de melhor montra, melhor receita internacional e o de chocolatier do ano, destaca-se o de ourives de chocolate. Pela primeira vez os candidatos terão de construir um anel, uma pulseira e um colar feitos de chocolate e pastilhagem.

Os visitantes vão poder deliciar- -se com as iguarias dos melhores chefes nacionais. Henrique Sacchetti, Hernâni Ermida, Hélio Loureiro ou Chakkall são alguns dos nomes que estarão a cozinhar numa tenda gigante e em alguns dos restaurantes locais. E se cozinhar é só para alguns, o festival tem uma solução para quem tem medo da cozinha. Os cursos de chocolataria, níveis I e II, prometem dar uma grande ajuda "aos iniciados, mas também aos que já percebem qualquer coisa". Haverá ainda o habitual desfile de modelos em chocolate, que este ano contará com a presença do costureiro António Augustus.

"Quisemos ter um nome de topo da moda e não apenas modelos famosos", conta José Parreira da Óbidos Patrimonium. Além dos modelos assinados pelos alunos do CIVEC (Centro de Formação Profissio- nal para a Indústria Têxtil e Vestuário), o desfile de sábado, 13, à noite contará com peças do estilista, "muito honrado" por participar e desenvolver a criatividade com a iniciativa.

Entre os participantes há objectivos definidos. "Este ano o nosso objectivo é o de aumentar a qualidade. A começar pelo chocolate", garante José Parreira. A marca francesa Valrhona quer crescer no mercado português e "apostou no festival para se dar a conhecer", explica Heger Hachani, gestora.

Na compra do bilhete, cada visitante receberá uma tablete da Valrhona e uma revista de culinária. Um aperitivo para as mais de 10 toneladas de chocolate que vai encontrar no interior das muralhas do castelo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

The dark side of the moon is not that dark!


ionline, 03/03/2010

Afinal a Lua não é totalmente seca. Poucos dias depois de o presidente Barack Obama ter demonstrado pouca vontade de regressar à Lua, um radar da NASA lançado a partir do satélite indiano Chandrayaan-1 encontrou, no Pólo Norte da Lua, cerca de 40 pequenas crateras com depósitos de gelo. Apesar do reduzido tamanho das crateras - que podem variar entre os 1,6 e os 15 quilómetros de diâmetro - os cientistas afirmam, em comunicado, que "a quantidade total de gelo é de cerca de 600 milhões de metros cúbicos".

O radar da agência espacial tem, então, como missão mapear e caracterizar esses depósitos de água gelada. Para já, fica a certeza de que "a Lua é um destino muito mais cativante em termos científicos, exploratórios e operacionais, do que as pessoas imaginavam", comentou o líder do projecto, Paul Spudis.

Depois de analisar os dados, a equipa de investigadores explica que a água se mantém no fundo das crateras devido à sua localização. Por se situarem perto dos pólos da Lua, estão permanentemente à sombra da luz do Sol. "Estas aéreas são muito frias e por isso ajudam o gelo a estabilizar", confirma Spudis. A descoberta será publicada na revista "Geophysical Research Letters" e tem como função ajudar a entender com precisão as múltiplas formas que a água pode assumir na Lua.

"A retenção de água na Lua está a acontecer. Os dados obtidos nas diversas missões espaciais apontam para isso", acrescentou o cientista. N. V.

terça-feira, 2 de março de 2010

Boas causas...


ionline, 02/01/2010

A equipa Médicos do Mundo realiza, a partir de amanhã, a segunda edição da Corrida Solidária, um projecto que, durante o mês de Março, vai mobilizar mais de 740 escolas e 120 mil crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 18 anos, que irão correr para apoiar causas solidárias.
A Corrida Solidária tem como objectivo fomentar a consciência sobre a solidariedade entre os mais jovens.
O arranque do projecto vai contar com a presença do atleta Nuno Delgado, protagonista da primeira edição.
Organizadas em parceria com as escolas portuguesas e os respectivos professores, as corridas irão recolher donativos entre os alunos, que serão posteriormente entregues à Médicos do Mundo.
Metade dos fundos angariados com a Corrida Solidária servirá para apoiar o projecto da Médicos do Mundo em Timor-Leste, “Comunidade Saudável”, que abrange cerca de 128.000 pessoas dos distritos de Lautem e Viqueque.
Os restantes 50% serão aplicados nas necessidades dos projectos nacionais da organização, nomeadamente na aquisição de uma unidade móvel totalmente equipada e adaptada para a promoção da saúde junto de crianças e jovens portugueses.
O arranque irá realizar-se amanhã pelas 10h30 na Escola Delfim Santos, em Lisboa.

Novidade?


ionline, 19/12/2009

A revista americana New Scientist, em 11 categorias, as qualidades dos eternos rivais canídeos e felinos domésticos e chegou a uma conclusão: os cães são melhores que os gatos.

A revista diz que usar a ciência para resolver essa eterna disputa é uma tarefa difícil, mas refere que os cientistas olharam para as espécies como um todo, e não individualmente para cada animal de estimação, como fazem os donos. Para chegar à conclusão de que os cães são melhores, a New Scientist usou estudos semelhantes sobre as duas espécies em 11 categorias e a pontuação foi muito próxima: 6 a 5 para os cães.



Segundo a revista, os gatos vencem nas categorias cérebro (têm 300 milhões de neurónios, contra 160 milhões), popularidade (há mais gatos do que cães no mundo), vocalização (os gatos podem miar de uma forma que desperta o necessidade de prestar cuidados dos humanos), supersentidos (os gatos sentem cheiros, ouvem e vêm melhor que os cães), e meio ambiente (os cães prejudicam mais as outras espécies e consomem mais comida)



Por outro lado, os cães ganham no que se refere à história compartilhada (foram domesticados muito antes dos gatos), laços afectivos (os cães são mais companheiros e os gatos, mais independentes), compreensão (os cães entendem mais palavras), resolução de problemas (os cães destacam-se, por exemplo, actuando como guias de invisuais), maleabilidade (são mais fáceis de treinar) e utilidade (os cães podem caçar, cuidar de rebanhos, fazer segurança, farejar drogas e bombas, guiar pessoas com deficiência e ajudam à redução da tensão e do colesterol de seus donos).